
Pelo espírito Caboclo Boiadeiro Zé do Laço,
em 04/09/07,
psicografia de Vanessa Cabral
Ai que saudade daquele tempo no campo...
De dia, trabalhava no sol escaldante,
noite, no céu só tinha estrela brilhante.
Aí, eu ficava pensando...
Um dia volto para a luz, nem que seja rastejando!
Quando eu nasci, minha mãe se foi
e ainda menino já sabia lidar com o boi.
Cresci e me tornei um boiadeiro valente,
mas o coração, ficava cada vez mais carente.
Até que minha mãe veio me visitar
e ao pé do ouvido escutei ela falar:
“ - Zé, desata o nó da solidão com o perdão! Procure aquele que
De dia, trabalhava no sol escaldante,
noite, no céu só tinha estrela brilhante.
Aí, eu ficava pensando...
Um dia volto para a luz, nem que seja rastejando!
Quando eu nasci, minha mãe se foi
e ainda menino já sabia lidar com o boi.
Cresci e me tornei um boiadeiro valente,
mas o coração, ficava cada vez mais carente.
Até que minha mãe veio me visitar
e ao pé do ouvido escutei ela falar:
“ - Zé, desata o nó da solidão com o perdão! Procure aquele que
um dia te abandonou...Quem sabe, seu pai apenas se enganou”...
“ - Você engana o boi quando o pega pelo pé
e engana a você mesmo quando deixa de perdoar, Zé!”
Acordei com a açoiteira no lombo,
uai gente sô, era apenas um sonho!
“ - O sol já está alto peão preguiçoso,
fica vendo estrela, chega tá rançoso”! – disse o capanga.
Era mais um dia na lida,
Aieiêu Oxum, obrigado pela visita da minha mãe querida!
Naquela noite não fiquei contemplando
e fui até a estrela caminhando...
Era uma estrela diferente,
aquela que existe dentro da gente!
Então eu pedi perdão,
pela revolta que existia dentro do meu coração.
Mas aquele homem, pobre moribundo,
já não agüentava mais de tanto cavalgar no mundo!
No pôr do sol ele bateu as botas,
era um touro, mas já estava com muitos anos nas costas.
Acompanha esta alma, Atotô Obaluaê,
obrigado pela estrela nascente Nanã Buruquê!
A família que eu não tive,
antes de morrer ele me deu,
e a solidão nunca mais apareceu!
É por isso que me chamam de Zé do Laço,
pois o perdão resolve qualquer embaraço!
Xetuá, boiadeiro!
“ - Você engana o boi quando o pega pelo pé
e engana a você mesmo quando deixa de perdoar, Zé!”
Acordei com a açoiteira no lombo,
uai gente sô, era apenas um sonho!
“ - O sol já está alto peão preguiçoso,
fica vendo estrela, chega tá rançoso”! – disse o capanga.
Era mais um dia na lida,
Aieiêu Oxum, obrigado pela visita da minha mãe querida!
Naquela noite não fiquei contemplando
e fui até a estrela caminhando...
Era uma estrela diferente,
aquela que existe dentro da gente!
Então eu pedi perdão,
pela revolta que existia dentro do meu coração.
Mas aquele homem, pobre moribundo,
já não agüentava mais de tanto cavalgar no mundo!
No pôr do sol ele bateu as botas,
era um touro, mas já estava com muitos anos nas costas.
Acompanha esta alma, Atotô Obaluaê,
obrigado pela estrela nascente Nanã Buruquê!
A família que eu não tive,
antes de morrer ele me deu,
e a solidão nunca mais apareceu!
É por isso que me chamam de Zé do Laço,
pois o perdão resolve qualquer embaraço!
Xetuá, boiadeiro!